Economia de Experiência deu mote ao Business Transformation Summit 2018

 

A 3ª edição do Business Transformation Summit decorreu no passado dia 9 de outubro, no Centro de Congressos de Lisboa. O evento contou com sala cheia – cerca de 400 participantes presenciais e outras centenas via live streaming, nas sessões locais das filiais do Grupo CEGOS, distribuídos por países tão diversos como Itália, Reino Unido, França, Singapura, Suíça, Alemanha, Espanha ou Chile.

Subordinado este ano ao tema da Economia da Experiência, o Business Transformation Summit surpreendeu, uma vez mais, pelos oradores internacionais convidados, capazes de fazerem a plateia sentir-se envolvida e humanamente conectada num mundo cada vez mais tecnológico e digital – o que resultou numa experiência verdadeiramente única.

 

O primeiro orador a subir ao palco foi Martin Lindstrom. O autor de best-sellers mundialmente reconhecidos como “Brandwashed”, “Buy.ology” ou “Small Data” começou por explicar que num mundo com 7 biliões de pessoas somos mais parecidos uns com os outros do que imaginamos – e são as pequenas pistas que deixamos, os Small Data, que nos dão a conhecer. “Uma escova de dentes, uma fotografia ou um simples par de sapatos podem revelar características nossas tão únicas como uma gota de sangue”.

Martin Lindstrom, que foi eleito pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, sublinhou ainda o facto dos Big Data não serem sempre uma verdade absoluta, por serem tão vastos. São os Small Data que revelam as emoções e os sentimentos do consumidor e dão às empresas a oportunidade de criarem experiências realmente únicas e mais humanas, por isso “No futuro, não teremos um modelo B2C nem B2B”. “No futuro, teremos um modelo H2H (Human to Human)”.

 

Seguiu-se Jeanne Meister. A fundadora da Future Workplace referiu que “a Inteligência Artificial não vai roubar os nossos postos de trabalho, vai sim ajudar-nos a trabalhar de forma mais inteligente e eficaz”, aumentando assim a dimensão do papel do colaborador.

As empresas não devem, portanto, ter medo da transformação digital, devem antes abraçá-la nas suas várias áreas de atuação, refere a especialista em Employee Experience Transformation, citando o exemplo da cadeia de hotéis Hilton, que já implementou o sistema de chatbot para falar com os candidatos. Através desta nova forma de interação digital é possível identificar as funções a que se candidatam, informar o status processo de recrutamento e colmatar assim a falta de feedback da maioria das empresas durante as fases de recrutamento. “Muitas vezes sabemos mais sobre uma encomenda que fizemos na Amazon do que sobre o que aconteceu com a nossa candidatura a um emprego”.

Durante a tarde, os participantes inscritos no Transformation Lab com Jeanne Meister puderam passar da teoria à prática. Inspirado no premiado livro “O Ambiente de Trabalho de 2020: Como as Empresas Inovadoras Atraem”, o Transformation Lab ajudou as várias equipas a mapearem a sua estratégia para a criação do ambiente de trabalho do futuro, através da utilização de Employee Personas e da identificação das medidas concretas a implementar no seio de cada uma das organizações presentes.

A edição deste ano do Business Transformation Summit contou ainda com um painel de profissionais de L&D, portugueses e internacionais, que através da partilha de case studies e da sua própria experiência nas organizações por onde passaram, conseguiram inspirar a alta performance na assistência, em áreas tão diversas como a gestão de talentos, a liderança, o marketing ou digital learning. Entre os convidados estiveram Sergei Polianski e Anna Kerechashvili da Japan Tobacco International; Christoph Williams da Sony Europe; Sérgio Carvalho da Fidelidade; e ainda Patrick Galiano do Grupo CEGOS.

 

Durante a tarde, o coautor do livro “As 4 Disciplinas da Execução” subiu ao palco. Chris McChesney fez uso de toda a sua experiência adquirida na Franklin Covey e nas inúmeras organizações com que trabalhou, incluindo a Shaw Industries, a Kroger Supermarkets, a Coca-Cola ou a Northrop Grumman para mostrar como podem as empresas alcançar melhores resultados através de uma melhor execução das suas estratégias.

Chris sugere a implementação de 4 disciplinas capazes de institucionalizar uma abordagem comum para todas as equipas. A 1ª disciplina é o foco no verdadeiramente crítico e importante; a 2ª disciplina atua nos indicadores de progresso que devem ser monitorizados; a 3ª disciplina assenta na manutenção de um scoreboard mobilizador para que as equipas se sintam motivadas quando têm registo do seu progresso; e a 4ª e última disciplina sublinha a importância da cadeia de responsabilização, já que “as organizações terão melhores executantes em culturas onde a corresponsabilização é instituída”.

Cheio de uma energia contagiante, McChesney partilhou ainda com a plateia que “não chega ensinar as 4 Disciplinas aos gestores, é preciso ensiná-los a transferirem essas disciplinas para as suas equipas”. Só assim será possível que todos dentro da organização alcancem resultados exponenciais.

Para a edição de 2019, Ricardo Martins, Diretor Geral da CEGOC, adianta que o tema do próximo Business Transformation Summit  irá centrar-se na Aceleração, tendo em conta que “um dos grandes desafios da empresas na era digital, sejam start-ups ou organizações criadas no século passado, é a sua capacidade de entregar soluções custom-centered, baseadas em experiências únicas e competitivas, mas simultaneamente capazes de acompanhar o ritmo das novas tecnologias, acelerando assim a sua execução em contexto digital”.

 

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