A formação de preços e as margens

 

Em qualquer negócio, para além de necessitar de clientes, os preços são cada vez mais determinantes para a realização de uma venda. Pese embora muitos negócios assentem na diferenciação, como fator competitivo, a maior parte dos produtos ou serviços são escolhidos, pelos clientes, em função do preço.

São diversos os modelos adotados pelas empresas para a formação do preço de venda, usando diferentes elementos, mas há um fator básico e comum a todos: o custo.

Partindo do pressuposto que as empresas são fundadas e geridas com o objetivo de obter lucro, o preço de venda tem sempre de ser superior ao preço de custo. Exceto em casos de competição agressiva, que muitas vezes se tratam de práticas anti concorrenciais (dumping), ou situações excecionais como produtos deterioráveis, desatualizados tecnologicamente ou pela moda, o objetivo é lucro.

 

Composição dos custos

Os custos, numa unidade de produção, são compostos por 3 elementos básicos: materiais consumidos, normalmente definidos como matérias-primas (MP), mão-de-obra (MO) e gastos gerais de fabrico (GGF).

 

 

Métodos de custeio

Se os tipos de custos já provocam algumas dúvidas na sua afetação, relativamente ao que são de imputar à produção, como por exemplo os gastos com o pessoal (mão-de-obra direta e indireta), outras questões relevantes a tratar são, por exemplo o método de custeio a usar. Não é indiferente para a determinação do custo de produção, e assim a formação das margens de venda, se usarmos o custeio ABC, por Absorção ou Total. São técnicas diferentes de distribuição e afetação dos diversos custos, que também dependem do tipo de produção ou do setor de atividade.

 

 

Definição do preço

A definição do preço passa por 3 etapas fundamentais: o custo interno adicionado da margem, o preço da concorrência e o preço que o cliente está disposto a pagar.

As empresas que competem pelo preço, necessitam de ser mais eficientes na utilização dos recursos para que adicionada a margem pretendida, o preço estabelecido ao cliente seja concorrencial e aceitável.

Por outro lado, é necessário estabelecer um preço mínimo, abaixo do qual a empresa não consegue suportar a sua atividade e um preço objetivo, definido face às pretensões da empresa na entrega de resultados aos seus detentores e capaz de satisfazer os seus compromissos financeiros e operacionais.

No que respeita a relações intragrupo, é necessário atender à eficiência de cada unidade, mas também a aspetos legais, de natureza fiscal, que podem condicionar a formação de preços internos, ou de transferência.

 

Artigo da autoria de José Araújo, Consultor CEGOC e Contabilista Certificado Nº 5.

 


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