Gestão de crédito bancário

 

O financiamento é crucial para as empresas investirem e expandirem os seus negócios, mas também para sustentarem a sua atividade corrente. Algumas empresas financiam-se essencialmente através de fundos internos (capitais próprios – financiamento dos sócios) ou gerados internamente (“free cash-flow”), enquanto outras empresas se financiam sobretudo por recursos externos (por crédito bancário ou através dos mercados de capitais).

Diferentes tipos de dívida têm diferentes características e têm associados diferentes exigências para as empresas, quer ao nível do custo do financiamento, quer ao nível das garantias associadas.

O crédito bancário constitui uma das principais fontes de financiamento externo das empresas e é designado como dívida financeira.

De acordo com o Boletim Estatístico de março de 2019, do Banco de Portugal, a dívida total das empresas ascendia a 257.541 (milhões de euros), dos quais 163.201 de empréstimos e só 61.150 em créditos comerciais e 33.190 em títulos de dívida.

 

Tipos de créditos bancários

Os créditos bancários podem consistir em financiamentos de curto ou longo prazos, como o crédito por desembolso, onde se incluem o desconto de títulos (letras, livranças), contas correntes caucionadas, factoring e confirming, emissão de papel comercial, ou crédito por assinatura, onde se incluem as garantias bancárias, créditos documentários, stand by letters, e o aval bancário. Cada tipo de crédito, ou a sua combinação, dependerá do prazo, do montante e do risco associado a cada necessidade especifica das empresas.

 

Custo do crédito bancário

O crédito bancário tem associados uma variedade de custos, tendo como base o juro (taxa fixa ou taxa variável), o “spread” (prémio de risco), comissões, custos administrativos e imposto de selo.

Da soma dos custos totais associados ao crédito e relacionados com o montante financiado retira-se a taxa anual efetiva global (TAEG) do financiamento. É esta taxa que convém ter em conta numa negociação, porque é esta que representa o custo global efetivo do financiamento. Por vezes indexantes ou spreads mais baixos acrescem comissões mais elevadas, pelo que nem sempre as taxas de juro são os melhores indicadores do custo do crédito.

 

Colaterais

Os colaterais são formas de garantias que os bancos usam para reduzir o risco de incumprimento e assim salvaguardarem o recebimento da dívida. São diversos os tipos de colaterais, desde as garantias pessoais (avales), às hipotecas, aos penhores ou cartas conforto.

 

Artigo da autoria de José Araújo, Consultor CEGOC e Contabilista Certificado Nº 5.

 


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