Setor Indústria Alimentar

  

O que se entende por Indústria Alimentar?

A Indústria Alimentar é um dos setores com maior relevo na economia e na estratégia de crescimento do nosso país – com um volume de negócios a rondar os 2.000 milhões de euros, representa 16% do total da indústria portuguesa, segundo dados da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal).

Desde a adesão de Portugal à UE, a Indústria Alimentar tem vindo a ajustar-se a todas as normas de fabrico e comercialização de produtos, atravessando hoje uma vaga de desenvolvimento e crescimento exponencial, fruto do investimento efetuado sobretudo em inovação, qualidade da produção e segurança alimentar, otimização dos processos de distribuição e aposta na promoção internacional desta indústria e das suas potencialidades.

Quais os principais desafios deste setor?

Os desafios da Indústria Alimentar estão diretamente relacionados com uma visão mais holística do mundo, que abarca não só mudanças nos hábitos alimentares, mas também questões ambientais, éticas e sociais. Muito mais conscientes, informados e digitais, os consumidores esperam que a indústria disponibilize produtos alimentares mais saudáveis, produzidos de forma mais sustentável, transparentes na informação nutricional que veiculam, e respeitadores dos direitos sociais dos profissionais que trabalham em toda a cadeia de produção.

Depois da crise pandémica ter exposto algumas das fragilidades da Indústria Alimentar ao nível da cadeia de valor e distribuição, o setor atravessa enormes desafios também ao nível da transformação digital, nomeadamente ao nível da modernização dos processos, sistemas de padronização e rastreabilidade da informação partilhada pelos vários intervenientes (do fornecedor de matérias-primas até ao produtor, passando pelo embalamento, a distribuição, armazenamento, comercialização, entre outros).

Quais as principais tendências da Indústria Alimentar?

A pandemia redefiniu os comportamentos e as escolhas alimentares dos consumidores. Estas alterações aceleraram exponencialmente algumas tendências relacionadas com a maior procura de proteínas vegetais,  alternativas aos produtos de origem animal; avalorização da transparência (produtos lançados com preços mais justos e alinhados por declarações éticas e ambientais); e uma experiência do cliente otimizada(novos requisitos de higiene, segurança e certificação, carrinhos de compra ainda mais inteligentes, novas parcerias com empresas de entregas ao domicílio ou embalagens que limitem o contacto o direto com o produto).

Impactado pela tecnologia e o estilo de vida “novo normal”, o consumidor vai tendencialmente analisar cada vez mais o que há “por detrás” de cada produto que consome, apostando em empresas e marcas com as quais partilhe histórias, valores e políticas de responsabilidade social corporativa.