Setor Segurador

  

O que se entende por setor Segurador?

A atividade seguradora destaca-se pela experiência cada vez mais abrangente que proporciona aos seus clientes, nomeadamente ao nível da proteção de pessoas, bens e a gestão das poupanças dos aforradores. Em Portugal, a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) é a entidade responsável por defender e promover, desde 1982, os interesses das empresas de seguros e resseguros associadas a nível nacional e internacional.


Apesar de se ter mantido quase intacto durante muito tempo, o setor segurador encontra-se atualmente a ser impactado pela adoção de novas e avançadas tecnologias, bem como pelo surgimento de novos players (startups e PMEs comummente designadas de Insurtechs) que impulsionam a inovação e revolucionam os modelos de negócio tradicionais ao focarem-se no cliente, desenvolvendo constantemente soluções e sistemas digitais que simplificam a burocracia e os processos de venda, subscrição, submissão de despesas, sinistros e atendimento ao cliente, entre outros.

Quais os principais desafios deste setor?

Os clientes do setor segurador esperam uma cada vez maior conveniência das suas experiências digitais. Querem ser capazes de realizar operações em qualquer lugar, monitorizá-las em tempo real, sem interrupção ou restrições de horário e utilizando o canal da sua preferência. Exigem informação imediatamente acessível, simulação e comparação de preços e uma grande gama de opções com soluções personalizadas à medida das suas necessidades.


Como resultado, nos últimos anos este setor tem sido pressionado a transformar-se, mas não só devido à emergência de novas tecnologias e à entrada de novos concorrentes na indústria, como já referido. Falamos das crescentes expectativas, necessidades e riscos dos consumidores (seguros relacionados com cibersegurança, seguros de saúde ajustados à crise pandémica ou seguros de habitação com coberturas de assistência devido à massificação do teletrabalho, por exemplo); do desenvolvimento da recolhae tratamento de dados para uma melhor segmentação e (hiper)personalização da oferta (Big Data, informação recolhida por dispositivos móveis, smartwatches ou Internet of Things); das mudanças demográficas (envelhecimento da população e maior necessidade de cuidados de saúde e bem-estar); ou da escassez de talento especializado, como aponta o estudo "2020 European Insurance Outlook".

Quais as principais tendências do setor Segurador?

O setor segurador tem oportunidade de desenvolver novos produtos para proporcionar a segurança que os novos consumidores procuram. Basta pensar que gerações como os millennials adiam o casamento, a compra de casa ou carro, disrompendo por completo a trajetória, os hábitos e os timings das gerações anteriores “mais tradicionais”. Verifica-se, portanto, o desenvolvimento crescente de gamas complementares de produtos low cost e on demand que permitem aos players do setor segurador não só reter clientes atuais como atrair novos, cobrando um preço mais baixo por soluções mais ajustadas a cada perfil.


Outras tendências passam pela modernização administrativa e a digitalização do setor, o que inclui a teleperitagem e avaliação de sinistros online comfotos e vídeos on time; a adoção de tecnologia Blockchain para prevenção de riscos e gestão de identidade e fraude; a teleconsulta e o aumento dos assistentes médicos virtuais disponíveis em aplicações ou chatbots; a migração para a cloud e a automação do backoffice e do frontoffice, de forma a reduzir custos operacionais, agilizar as operações de callcenter e o atendimento ao cliente. Por último, referir também que o tema das alterações climáticas e da transição para uma economia mais verde passou a ser prioritário para as empresas deste setor – quer como tomadoras de riscos, quer na gestão dos seus ativos enquanto investidores institucionais.