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A Cegoc apresenta a 17 de novembro o questionário AVE, que se destina à avaliação da agressão e violência escolar

04/11/2016
ave-bulling

No próximo dia 17 de novembro, pelas 17h30 em Lisboa, a Equipa de Testes Psicológicos da Cegoc, fará a apresentação do questionário AVE (Agressão e Violência Escolar. Comportamentos e sintomas de Vitimização).
Escondido à vista de todos, o fenómeno do bullying continua a afetar inúmeras crianças e jovens nas nossas escolas, deixando marcas profundas em cada uma das suas vítimas.

Entendamos por Bullying todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro ou outros. A vitimização entre pares no contexto escolar não é fácil de ser identificada, mas pode ser configurada como bullying quando as agressões verbais e emocionais se tornam repetitivas. Urge que as escolas identifiquem as suas vítimas, por meio de estratégias e métodos que permitam o combate à violência escolar.

Entre as várias estratégias utilizadas para identificar situações de bullying em escolas, a mais utilizada refere-se a instrumentos de autorresposta. O questionário AVE (Agressão e Violência Escolar. Comportamentos e sintomas de Vitimização) insere-se nesta categoria, permitindo responder à necessidade de avaliação e identificação da(s) vítima(s), ao constituir-se como um instrumento que facilita a “quebra do muro de silêncio” que domina a(s) vítima(s). Trata-se de um questionário que incide sobre os comportamentos agressivos de que a vítima pode padecer e consequentes sintomas psicossomáticos decorrentes das vivências agressivas. Trata-se de um bom instrumento de medida, que de uma forma ampla nos permite aceder aos diferentes tipos de vitimização, frequência e intensidade/severidade da mesma, sem descorar o impacto emocional que estes comportamentos infligem.

Para as Psicólogas Patrícia Gouveia e Lara Neves, autoras da adaptação portuguesa do AVE:

“Esta prova vem facilitar aos profissionais de saúde, que intervêm nas escolas, a identificação das vítimas de violência perpetrada pelos pares, dando uma enorme contribuição para todas as escolas que desejem implementar e desenvolver programas eficazes de combate à violência escolar.”