Setor Cosmética e bem-estar

  

O que se entende por Cosmética e Bem-estar?

A indústria de cosméticos, perfumaria, cuidados pessoais e bem-estar faz parte da vida de milhões de consumidores em todo o mundo – sendo que o contexto pandémico inaugurou um novo conceito de “wellbeing”, com foco no equilíbrio pessoal/profissional e caraterizado por uma visão holística que agrega hoje as vertentes física, mental e emocional.

Quais os principais desafios deste setor?

Para além de novos e redobrados cuidados sanitários e de higiene pós-pandemia (produtos desinfetantes, antisséticos e antibacterianos) e a adoção de novas práticas laborais que dotam os colaboradores de mais flexibilidade e autonomia para gerirem as suas responsabilidades pessoais e profissionais, é evidente o aumento da preocupação com a saúde física e mental. Segundo o estudo “Health and Beauty in the Coronavirus Era” publicado pela Euromonitor, só em 2020, mais de 34% dos consumidores globais recorreram a ajuda profissional para gerir stress, ansiedade, distúrbios alimentares e problemas mentais.

Outros desafios relacionados com este setor prendem-se com a dificuldade deressocialização (readaptação à forma de viver e trabalhar no pós-pandemia); o direito à desconexão digital (maior consciencialização sobre os riscos associados à hiperconetividade); o aumento da longevidade (novos produtos e tratamentos que em vez de mascararem a idade (anti-aging), ajudam a envelhecer (pro-aging) de forma natural e saudável); e a maior consciência ambiental (matérias-primas sustentáveis, embalagens recicláveis – sistema “refill” evalorização de marcas vegan e “cruelty-free” que não realizem testes em animais).

Quais as principais tendências do setor da Cosmética e Bem-Estar?

A crise pandémica deu origem a novos padrões, hábitos de consumo e rotinas de beleza e bem-estar. Se por um lado assistimos à procura da natureza como cura para o stress e a ansiedade pós-confinamentos (caminhadas, ciclismo, treinos ao ar livre); por outro verificamos que os novos modelos de trabalho obrigaram a reinventar o bem-estar dentro de casa (mobiliário mais ergonómico, purificadores de ar, cromoterapia e aromaterapia, novos espaços dedicados ao exercício físico, cultivo de plantas e “hortas caseiras”). Também é evidente a adesão à terapia virtuale às aulas ao vivo ou on-demand (yoga, dança); o aumento dos tratamentos ao domicílio (massagens, unhas, cabelo) e o consumo crescente de suplementos vitamínicos e bebidas saudáveis; bem como a utilização de dispositivos inteligentes e tecnologia “vestível”; o aumento dos provadores e simuladores virtuais (maquilhagem, coloração) com recurso a Realidade Aumentada e Inteligência Artificial; e a aposta em produtos inclusivos ou de género neutro por parte das marcas.