Setor Hotelaria e Turismo

  

O que se entende por Hotelaria e Turismo?

A Hotelaria e o Turismo representam um setor de atividade crucial para muitos países, onde se inclui Portugal, e representa uma importante fonte de rendimentos devido ao consumo diversificado de produtos e serviços relacionados (desde restauração, transportes, ao comércio local e espaços de diversão…), ao aumento do número de postos de trabalho e ao lucro resultante da aplicação de taxas na indústria deste setor.

Em 2019 este setor afirmou-se como a maior atividade económica exportadora portuguesa (dados do Turismo de Portugal), tendo as receitas turísticas registado um contributo de 8,7% para o PIB nacional. Para além da sua inegável importância socioeconómica, a Hotelaria e o Turismo revelam-se uma poderosa ferramenta cultural capaz de promover o sentido da descoberta, o intercâmbio cultural e a recuperação patrimonial e dos espaços envolventes.

Quais os principais desafios deste setor?

Em 2019, perto de 27 milhões de turistas visitaram o nosso país – um recorde abruptamente abalado pelo surto pandémico que não só inaugurou uma nova era de encerramento das fronteiras terrestres e a consequente proibição/redução drástica das viagens em todo o mundo, como provocou uma paralisação generalizada da economia.

Os novos desafios deste setor prendem-se agora com a obrigatoriedade de implementar novas (e mais rigorosas) medidas de higiene e segurança que tragam de volta a confiança dos clientes na retoma da atividade turística. Paralelamente, este setor deverá reajustar-se à disrupção tecnológica, adotando soluções de software hoteleiro mais avançadas, diferentes formas de anunciar a sua oferta e comunicar com os seus clientes (que entretanto também alteraram as suas expectativas e hábitos de consumo).

Quais as principais tendências da Hotelaria e Turismo?

A crescente digitalização deste setor é inevitável, não só porque é uma aposta que permite agilizar processos e tarefas, como ajuda a acrescentar valor à oferta e a sobressair num mercado altamente competitivo. Assim, é previsível que sejam incorporadas inovações tecnológicas ao nível de IoT (Otimização da gestão digital de reservas), Inteligência Artificial (interação com hóspedes através de chatbots inteligentes nos sites, apps…) e Realidade Virtual (oferta de experiências imersivas aos hóspedes, renovação da oferta de tours virtuais).

A Organização Mundial de Turismo não espera que os fluxos turísticos registados em 2019 sejam superados antes de 2023. Até que esta retoma do setor aconteça, promotores, exploradores e todos os players do mercado turístico e hoteleiro terão necessariamente de se reinventar, preparando-se para novos protocolos e restrições, novas formas de viajar e até novos conceitos de turismo. Desta forma, também o leque de competências (hard e soft skills) de todos os profissionais com atuação neste setor deverá ajustar-se, tornando-se ainda mais digital e multifacetado.