Challenges and Changes

Catarina CorreiaHead of Marketing & Communication na CEGOC

O que os nossos clientes não dizem, mas nós descobrimos!

O ser humano é único na forma como interage com o mundo, enquanto que as coisas apenas existem. Esta ideia ganha nova relevância sempre que há um avanço tecnológico.

Na primeira, procura-se reforçar a atratividade, quer na forma, quer na substância, privilegiando a componente prática. O momento da formação – direto (virtual ou presencial) – é bastante valorizado, de modo a permitir a partilha de experiências entre os participantes (aprendizagem experimental e ativa).

São as pessoas que continuam a ser o centro de tudo e é irredutivelmente com elas que a tecnologia pode evoluir. O Voice of our Customer´s 2023 mostrou-o de forma cabal. Em especial, nos desafios apontados e nos formatos preferidos - em matéria de formação – que sobressaíram neste estudo, baseado no inquérito que o Grupo Cegos fez a 17 empresas, suas grandes clientes, provenientes de cinco continentes e a operar em diversos setores de atividade.

E o que nos diz, afinal, este relatório sobre as modalidades de formação mais usadas e também sobre as principais dificuldades sentidas?

A articulação entre o híbrido e o presencial e a capacidade de tirar o melhor proveito da tecnologia são os denominadores comuns que atravessam as preferências nos formatos e os desafios da formação identificados pelos inquiridos do Voice of Our Customer´s 2023.

O equilíbrio perfeito entre o mundo digital e o espaço físico no processo de formação é o foco principal do primeiro dos seis formatos mais populares identificado pelos nossos clientes. (aprendizagem blended). Ao mesmo tempo, este aspeto é fundamental para dois dos seis desafios sinalizados pelos líderes das empresas parceiras do Grupo Cegos (criar estratégias de motivação e envolvimento para equipas híbridas e implicações do trabalho remoto e da adoção de tecnologias).   

Tecnologia que, precisamente, é considerada fundamental para, pelo menos, quatro dos formatos de aprendizagem mais indicados: na aprendizagem baseada em vídeo; na experimental e ativa (vertente da gamificação), na via podcast e, finalmente, na já citada aprendizagem blended.

Já se nos cingirmos aos formatos, são notórias duas tendências emergentes na aprendizagem: o seu caráter ativo e experimental e a individualização do respetivo processo.

A segunda decorre, naturalmente, do modelo que se expandiu com a pandemia (híbrido) e da sofisticação tecnológica, mas também corresponde à maior aposta no individual/personalizado empreendida pelas organizações e pelos próprios profissionais, como é visível na aprendizagem autodirigida (com a redução de custos inerentes) e no coaching e programas de mentoria (em especial em cargos de liderança).

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Sobre a (falsa) dicotomia que ainda marca algumas discussões, este relatório mostra que a maioria das empresas optou por uma abordagem mista/híbrida, não existindo uma escolha clara da formação digital ou presencial.

Por fim, em relação aos principais desafios que os clientes do Grupo Cegos enfrentam e que não estão diretamente relacionados com os seus formatos de formação preferidos, as respostas apontam para três “clássicos”: limitações orçamentais; dificuldades no recrutamento e no processo de integração e problemas internos de escalabilidade. Além disso, um quarto desafio reflete as mudanças recentes na sociedade, marcadas pela redução de barreiras etárias e geográficas, mas também pela necessidade contínua de adaptar-se: a criação de uma cultura de aprendizagem contínua e a gestão de diferenças culturais e geracionais.

O Voice of Our Customer´s 2023 – Challenges and Changes é um excelente barómetro sobre como empresas já de alguma envergadura encaram a formação. Ouvir quem está diariamente no terreno permite identificar tendências, o que ajuda a refletir sobre as melhores estratégias a adotar e, consequentemente, a não ser passivo em relação ao curso dos acontecimentos. Recomendo a leitura!

Leia o relatório completo aqui

Escrito por

Catarina Correia

Com mais de 13 anos de experiência na área de Marketing e Comunicação, sou uma entusiasta do marketing digital, com uma paixão especial por geração de leads e análise de resultados. Atualmente, como Head of Marketing & Communication na Cegoc, dedico-me a criar estratégias que não só elevam a marca, mas também enriquecem as experiências de aprendizagem. No centro do meu trabalho está a vontade de conectar, educar e inspirar através de estratégias de marketing bem pensadas e comunicação autêntica. Acredito firmemente que um marketing eficaz pode, e deve, servir como um catalisador para a aprendizagem contínua e desenvolvimento pessoal e profissional. Em cada projeto que abraço, procuro inovar e trazer novas perspetivas que possam não apenas atingir os objetivos de marketing, mas também enriquecer o setor de L&D com insights frescos e relevantes. Este é o desafio que me mantém motivada e em constante busca por novas aprendizagens e melhores práticas na interseção entre Marketing, Comunicação e Formação.
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