Setor Energético

  

O que se entende por setor Energético?

O setor energético é um pilar fundamental da economia nacional e um sistema complexo que envolve diversas instituições e agentes, com diferentes naturezas e responsabilidades, mas unidos por um objetivo comum – o de garantir o rigor e a sustentabilidade do setor, assim como a sua constante adaptação aos desafios globais emergentes.

Em Portugal, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) é a entidade responsável pela regulação dos setores da eletricidade, do gás natural e do gás de petróleo liquefeito (GPL) em todas as suas categorias, nomeadamente engarrafado, canalizado e a granel, dos combustíveis derivados do petróleo e dos biocombustíveis, bem como da atividade de gestão de operações da rede de mobilidade elétrica.

Quais os principais desafios deste setor?

O setor energético enfrenta um futuro cheio de desafios e metas estimulantes, nomeadamente ao nível da sustentabilidade, proteção do meio ambiente e alterações climáticas – até 2050, espera-se que a economia baseada nos combustíveis fósseis dê lugar a uma nova economia mais verde e neutra em carbono. Como consequência, o World Economic Forum estima uma alteração profunda das dinâmicas, forças e peso dos países produtores de petróleo, prevendo que passe a ser a indústria química, e não os transportes, o setor com mais procura por estes combustíveis.

A par destes novos cenários com novos desafios, a ONU lembra, contudo, que 13% da população mundial ainda não possui sequer acesso a serviços modernos de eletricidade, motivo pelo qual este tópico faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e é imperativo que as companhias energéticas o integrem nas suas metas e tomadas de decisão, contribuindo assim com o seu poder de inovação para um futuro mais sustentável e inclusivo.

Quais as principais tendências do setor Energético?

O futuro do setor energético vai passar pelo aumento da mobilidade elétrica, com novos desenvolvimentos a nível de regulação, tecnologia, partilha de veículos e carros autónomos; e pela proliferação de um novo mix energético mais sustentável e competitivo (energia fotovoltaica, eólica, hidroelétrica, hidrogénio verde, amónia, fusão nuclear, entre outras). Paralelamente, o setor continuará a atravessar uma fase de fragmentação (surgimento de novos operadores e intervenientes no mercado, parcerias, novas fontes de financiamento e métodos de produção de energia alternativa); simplificação (interações com o cliente e modelos comerciais mais claros, maior rapidez e acessibilidade da informação proporcionadas pelos meios digitais – Apps ou assistentes virtuais); transparência (criação de vínculos com o cliente assentes na confiança); e digitalização (Blockchain, 5G, Internet das Coisas, Big Data, Machine Learning e redes elétricas inteligentes, “Smart Grids”, que irão garantir o sucesso da transição energética com novos contadores inteligentes que facilitarão aos consumidores finais o controlo, a gestão e a poupança no consumo de energia).