Transversal Manager

O que é um Transversal Manager?

A gestão transversal é praticada em grandes organizações que desejam manter ou melhorar a sua competitividade. Com a concorrência a tornar-se cada vez mais forte, complexa e agressiva, esta nova abordagem torna-se tão eficaz quanto eficiente, requerendo um know-how e fortes competências de Liderança – e é aqui que entra o Transversal Manager (TM).

O transversal manager ou gestor de transição é o “cérebro” da organização. Efetivamente, no caso de uma empresa que aplica um “método colaborativo”, a sua transversalidade baseia-se no facto de gerir indivíduos que não têm necessidades e objetivos semelhantes. Também se aplica quando as opiniões divergem e é, por vezes, difícil encontrar o caminho.

O TM pode trabalhar como colaborador de uma organização ou como trabalhador por conta própria. Compete-lhe coordenar a equipa para assegurar a melhor comunicação e compreensão possível dos objetivos. Para ser bem-sucedido, o transversal manager deve contar com uma dinâmica capaz de mobilizar os membros da equipa em questão – o objetivo é promover a cooperação e assegurar uma coerência homogénea. Para alcançar os resultados desejados, todos estes intervenientes devem estar em sintonia e partilhar os recursos e as competências dos mesmos.

Que função desempenha?

O papel do transversal manager varia de acordo com a situação, atividade, dimensão e maturidade da organização em causa. Note-se que o TM é responsável por uma atividade ou pelo processo global da organização. Para tal, reúne recursos financeiros para otimizar a sua eficiência ou para reduzir os custos de um projeto. Em seguida, identifica e recolhe os dados para capitalizar as experiências existentes. E tudo isto com o apoio de inúmeros intervenientes, que possuem uma responsabilidade permanente na missão transversal.

O transversal manager enfrenta diariamente vários desafios, sendo a monitorização das atividades da empresa é um deles. Daí resulta a necessidade da organização e moderação de reuniões periódicas ou intervaladas com os vários intervenientes ou reuniões de serviço das diferentes unidades de negócio. Além disso, o transversal manager deve considerar alguns pontos, nomeadamente como reunir uma equipa com indivíduos de diferentes funções e profissões, como conseguir que uma equipa com ideias completamente opostas chegue a acordo ou ainda como motivar os colaboradores.

A este respeito, o transversal manager deve fazer uso da sua influência sem impor qualquer autoridade legal. Desprovido de autoridade hierárquica, deve recorrer às suas competências de gestão, que deve dominar na perfeição, demonstrando à sua equipa a importância da missão transversal e as vantagens que dela podem resultar.

Quais são as suas tarefas?

A ausência de hierarquia na forma de organização permite executar tarefas ou projetos sem ter de seguir a via hierárquica clássica. Ao contrário do manager clássico, que determina as tarefas e define os objetivos, o transversal manager toma decisões junto de cada membro da equipa e ouve todas as ideias formuladas pelos seus colaboradores, independentemente da posição que ocupam na organização. Para que as suas tarefas sejam duradouras, o TM deve concentrar-se nos aspetos que de se seguem.

 

Assegurar a comunicação interna

O transversal manager facilita a partilha de informação entre as equipas e dentro das mesmas. Observa-se frequentemente uma má gestão da comunicação dentro das  empresas, apesar de se tratar de um aspeto crucial. Quando a comunicação não é estabelecida da forma correta, deparamo-nos com a insatisfação dos colaboradores. É, portanto, um elemento “decisor” em todas as estruturas. O manager de transição é um excelente comunicador e deve informar os colaboradores, sem exceção, de quaisquer novas diretivas. Se o TM não transmitir qualquer informação, alguns colaboradores sentir-se-ão rejeitados.
De forma a que todos os níveis da empresa sejam envolvidos, o transversal manager deve utilizar as seguintes técnicas:

  • Cidadania: devem ser estabelecidos regulamentos relacionados com a cidadania dos colaboradores. O respeito mútuo é essencial entre colegas e parceiros. O TM deve certificar-se de que todos conhecem os seus limites.
  • Liberdade: cada colaborar pode desfrutar da sua liberdade sem exceder os limites impostos pela empresa. Deve cumprir os códigos de conduta e posicionamento da empresa.
  • Tecnicidade: o transversal manager pode solicitar que seja dada formação aos colaboradores que não se sintam à vontade com a comunicação. Como vimos anteriormente, cada interveniente é um elemento-chave na mudança para a transversalidade.
  • Criatividade: a fim de apelar à criatividade de todos, o manager de transição pode organizar atividades de grupo lúdicas – o brainstorming é um excelente exemplo.
  • Firmeza: o transversal manager deve impor uma comunicação interna rigorosa aos seus colaboradores.

 

Otimizar a comunicação

Qualquer comunicação, seja ela interna ou externa, é essencial, pois permite divulgar, processar e receber informações. E a informação é um verdadeiro “arsenal de combate”. O transversal manager deve assegurar-se de que os colaboradores fazem o tratamento dos e-mails e dão-lhes o devido seguimento. Para isso, utiliza mensagens instantâneas na empresa, que são simples, rápidas e formais. Assim, quando uma reunião está marcada para uma determinada data e hora, todos deverão estar devidamente informados. E a importância de uma reunião para uma empresa está sobejamente comprovada! É capaz de chegar ao coração da organização.

 

Conceber uma cultura

É possível motivar os membros da equipa sem o constrangimento de um manager? A resposta é sim. Os colaboradores não devem esperar por ajuda externa, a iniciativa deve nascer deles próprios. O transversal manager cria então um ambiente de trabalho propício à conciliação para reforçar a colaboração entre as equipas. Assim, elimina o fator “stress” e “fadiga” de cada grupo de trabalho, preferindo ter em conta o “coletivo”, que é a chave para um transversal manager bem-sucedido.

 

Criar regulamentos de empresa

A fim de definir os meios de cooperação específicos da empresa, o transversal manager deve estabelecer regras. Baseia-se então no trabalho realizado anteriormente sobre o ambiente, a estrutura e o contexto da empresa. Se forem encontradas lacunas, é aqui que é necessário criar novos regulamentos. Ao mesmo tempo, o TM seleciona parceiros para trabalhos de pequena dimensão. Não é importante atribuir quatro técnicos para realizar tarefas que poderiam ser feitas por apenas dois – as tarefas devem ser atribuídas de forma equilibrada para que todos possam trabalhar eficazmente.

 

Melhorar a aprendizagem

Esta etapa nem sempre requer a ajuda do transversal manager. Aqui, estamos principalmente a falar de feedbacks sobre situações que a organização considera difíceis. Esta opção é útil para aprender com as experiências passadas e evitar possíveis reincidências. Isto aproxima-se do conceito de transversalidade (Lean IT, Design Thinking ou Running Lean, etc.). Toda a equipa, depois de ter sido confrontada com complicações, deve aprender a reerguer-se a si própria e por si própria – o resultado será colaboradores preparados para aceitar desafios e desejosos de seguir em frente.

Que competências são essenciais?

 

Estratega, pedagogo e ágil, o transversal manager atua dentro das organizações que desejam mudar as suas perspetivas de gestão de pessoas com vista a melhorar a sua performance. Como qualquer outro manager, ser-lhe-ão exigidas competências pessoais e técnicas específicas.

A capacidade de adaptação e de resposta farão parte integrante do seu dia a dia. Estas duas caraterísticas ajudá-lo-ão a resolver diferentes problemas, mesmos os mais complexos. O transversal manager deve ter uma boa resistência ao stress, uma vez que a pressão da política de mudança não é fácil de ultrapassar. De mente aberta, ouve atentamente o que cada colaborador tem a dizer. Assim, deve também apostar na neutralidade e não tomar partido. Ao ter em conta as apreciações e críticas feitas pelos seus interlocutores, conseguirá facilmente apresentar um plano de ação concreto e confiável.

O TM é muito diplomático e carateriza-se por uma vontade de testar novidades do ponto de vista profissional.

Qual a formação necessária?

Esta posição é facilmente acessível a pessoas com uma vasta experiência profissional (entre 15 e 25 anos), que contam com vários casos de sucesso em gestão de projetos. No decurso da sua carreira profissional, devem ser responsáveis por funções significativas, tais como Diretor Financeiro, Diretor-Geral, Diretor Jurídico, Diretor de Recursos Humanos, Diretor Comercial, Diretor de Operações, entre outras.

Para adquirir ou reforçar competências nesta área, recomendamos os seguintes percursos de aprendizagem: