Estamos preparados para a democratização da informação salarial?
Publicado em 18/08/2026
Falar de salários foi, durante décadas, quase um tabu nas organizações portuguesas. Um estudo publicado no Journal of Public Economics confirma que muitos colaboradores não sabem o que os colegas ganham, evitam perguntar e sentem desconforto tanto em revelar como em procurar essa informação, um fenómeno a que se dá o nome de "salary taboo".
Em artigo de opinião publicado no Jornal de Negócios, Maria Bandeira da Palma, People & Culture Consulting Business Manager da Cegoc, analisa o impacto da nova diretiva europeia sobre transparência salarial, e o que muda para as organizações portuguesas a partir de agora. A diretiva não obriga à divulgação do salário individual de cada pessoa, mas exige que existam critérios claros para definir remunerações, progressões e aumentos, e que essas diferenças salariais sejam justificadas de forma objetiva.
Uma mudança no ónus da prova
Maria Bandeira da Palma destaca que, pela primeira vez, deixa de ser o colaborador a ter de questionar a sua posição salarial, e passa a ser a organização a ter de demonstrar que as diferenças existentes são justificadas e sustentadas em critérios claros. As empresas passam também a ter novas obrigações, entre elas indicar faixas salariais nos processos de recrutamento e disponibilizar informação sobre remuneração média por categoria profissional, desagregada por género.

“A transparência salarial vem testar a nossa capacidade para evoluir culturalmente.”
Maria Bandeira da Palma, Senior Manager People & Culture Consulting da Cegoc
Quer saber mais?
Maria Bandeira da Palma explora ainda o papel decisivo das lideranças neste processo, a ligação entre transparência salarial e a redução do gender pay gap, e os desafios técnicos e culturais que as organizações portuguesas enfrentam para tornar esta mudança real.
Leia o artigo completo e descubra a nossa visão sobre um dos temas mais atuais da gestão de pessoas em Portugal.
