Formação: investir em pessoas é ser socialmente responsável

Nos últimos anos, a Responsabilidade Social Corporativa (RSC) consolidou-se como um elemento estratégico de negócios. As organizações são cada vez desafiadas a alinhar as suas práticas ao desenvolvimento sustentável, à ética e ao impacto positivo na sociedade.
Um dos pilares relevantes nas organizações socialmente responsáveis é a formação dos colaboradores, considerado em diversas normas, ferramentas e relatórios de responsabilidade social, sobretudo quando está ligada ao desenvolvimento humano, empregabilidade, diversidade e bem-estar no trabalho.
Eis alguns exemplos:
1. ISO 26000 (Diretrizes sobre Responsabilidade Social)
- Não é certificável, mas orienta práticas de responsabilidade social.
- Valoriza a formação e desenvolvimento de competências como parte da dimensão de práticas laborais.
- Recomenda que as organizações invistam no crescimento profissional e pessoal dos trabalhadores.
2. SA8000 (Social Accountability)
- É uma norma certificável focada em condições de trabalho.
- Embora o foco maior seja em direitos laborais, segurança, liberdade de associação, etc., também incentiva programas de formação para promover a saúde, segurança e o desenvolvimento profissional.
3. GRI Standards (Global Reporting Initiative)
- Bastante utilizados em relatórios de sustentabilidade.
- O GRI 404 – Formação e Educação aborda diretamente:
- Número médio de horas de formação por colaborador.
- Programas de desenvolvimento de competências.
- Apoio a transições de carreira.
4. Normas ESG / Relatórios de Sustentabilidade
- Muitos indicadores de ESG (Environmental, Social and Governance) incluem métricas sobre formação e desenvolvimento de talentos como parte da dimensão S (Social).
5. Ecovadis
- Fornecedor global de avaliações de sustentabilidade para empresas, com o objetivo de avaliar e melhorar o desempenho ESG (ambiental, social e de governança).
- Inclui no âmbito do Trabalho e Direitos Humanos a avaliação das práticas de formação da organização.

Conclusão:
Falar de responsabilidade social não é apenas falar de ambiente ou de filantropia. É também pensar no desenvolvimento das pessoas dentro das empresas.
Quando uma organização investe em formação, está a dar aos colaboradores a oportunidade de crescer, aprender e sentir-se valorizados.
Mas o impacto vai além das paredes da organização: colaboradores mais conscientes levam esse conhecimento para a comunidade, tornando-se agentes de mudança positiva.
Promover formação é uma prática de responsabilidade social que cria valor duradouro para as pessoas, para as organizações e para a sociedade.
Catarina Alves
Licenciada em Gestão pela Universidade Internacional, a Catarina tem desenvolvido desde 1998 o seu percurso na Cegoc, onde desempenhou diversas funções ligadas à Qualidade, Ambiente e Segurança, assumindo também a coordenação da Equipa de Backoffice.
Com mais de 25 anos de experiência, tem consolidado a sua atuação enquanto Gestora da Qualidade e Consultora/Formadora, destacando-se pela conceção, implementação e monitorização de Sistemas de Gestão (ISO 9001), pela realização de auditorias internas (ISO 19011) e pelo apoio na certificação de entidades formadoras (DGERT).
Ao longo da sua carreira, tem colaborado com organizações de diferentes setores, desde energia, banca e indústria até saúde, serviços e telecomunicações, sempre com foco na melhoria contínua, na eficiência dos processos e no reforço da qualidade organizacional.
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